sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A consciência dos objetos e a consciência do espaço


  • A vida da maioria das pessoas é um amontoado desordenado de coisas: itens materiais, tarefas a fazer, questões sobre as quais pensar. Esse tipo de vida se assemelha à história da humanidade, que Winston Churchill definiu como "uma maldita coisa depois da outra". A mente dessas pessoas é ocupada por um emaranhado de pensamentos, um após o outro. Essa é a dimensão da consciência dos objetos, que é a realidade predominante de um grande número de indivíduos - e é por causa disso que a vida deles é tão confusa. Essa consciência precisa ser equilibrada pela consciência do espaço para que a sanidade retorne ao nosso planeta e a humanidade cumpra seu destino. O surgimento da consciência do espaço é o próximo estágio da evolução da nossa espécie. 

  •  O sentido da consciência do espaço é que, além de estarmos conscientes das coisas - que sempre se resumem a percepções, pensamentos e emoções -, existe um estado subjacente de atenção. Isso quer dizer que temos consciência não apenas das coisas (objetos) como também do fato de que estamos conscientes. Ê o que ocorre quando somos capazes de sentir um silêncio interior sempre alerta ao fundo enquanto os eventos acontecem no primeiro plano. Essa dimensão está presente em todos nós. No entanto, para a maioria das pessoas, ela passa totalmente despercebida. Às vezes, eu a aponto da seguinte maneira: "Você é capaz de sentir sua própria presença?"

  •  A consciência do espaço representa a liberdade tanto em relação ao ego quanto à dependência das coisas, do materialismo e da materialidade. Ela é a dimensão espiritual que, sozinha, pode dar um significado verdadeiro e transcendente a este mundo.

  •  Sempre que estamos aborrecidos com algo que ocorreu, com alguém ou com uma situação, a verdadeira causa desse estado de ânimo não é o que aconteceu, nem a pessoa, nem a circunstância, mas a perda da verdadeira perspectiva que apenas o espaço pode oferecer. Estamos presos à consciência dos objetos, inconscientes do espaço interior atemporal da consciência propriamente dita. A frase "Isto também passará", quando usada como um indicador, pode restaurar a consciência dessa dimensão para nós. 

  •  Outro indicador da verdade em nós está na seguinte afirmação: "Meu aborrecimento nunca é causado por aquilo que imagino."2