Ensinamentos simples de ECKHART TOLLE que nos permitem acessar a consciência, O AQUI E O AGORA
domingo, 26 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
MORRER ANTES DE MORRER - ECKHART TOLLE
Neste video O Eckhart fala sobre morrer antes de morrer. O Video na integra chama-se O Fim do Mundo.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
LIBERTANDO-SE DA SUA MENTE
Ensinamentos de Eckhart Tolle - Praticando o Poder do Agora
LIBERTANDO-SE DA SUA MENTE
LIBERTANDO-SE DA SUA MENTE
A boa notícia é que podemos nos libertar de
nossas mentes. Essa é a única libertação verdadeira. Dê o primeiro passo neste
exato momento.
COMECE A OUVIR a voz
na sua cabeça, tanto quanto puder. Preste atenção principalmente a padrões
repetitivos de pensamento, aquelas velhas trilhas sonoras que você escuta
dentro da
sua cabeça há anos.
E isso o que quero
dizer com "observar o pensador". E um outro modo de dizer o seguinte: ouça a
voz dentro da sua cabeça, esteja lá presente, como uma testemunha.
Seja imparcial ao
ouvir a voz, não julgue nada. Não julgue ou condene o que você ouve, porque fazer isso
significaria que a mesma voz
acabou de voltar pela porta dos fundos. Você logo perceberá: lá está a voz e
aqui estou eu, ouvindo-a e observando-a. Sentir a própria presença não é um
pensamento, é algo que surge de um ponto
além da mente.
Assim, ouvir um
pensamento significa que você está consciente não só do pensamento, mas também
de você mesmo, como uma testemunha daquele pensamento. Uma nova dimensão da
consciência acabou de surgir.
QUANDO
VOCÊ OUVE o pensamento, sente uma presença consciente, que é o
seu interior mais profundo, por trás ou por baixo do
pensamento. O pensamento, então, perde o poder que exerce sobre
você e se afasta rapidamente, porque a mente não está mais recebendo
a energia gerada pela sua identificação com ela. Esse é
o começo do fim do pensamento involuntário e compulsivo.
Quando um pensamento se
afasta, percebemos uma interrupção no
fluxo mental, um espaço de "mente vazia". No início, esses
espaços são curtos, talvez apenas alguns segundos, mas, aos poucos, se tornam
mais longos. Quando esses espaços acontecem, sentimos uma certa serenidade e
paz interior. Esse é o começo do estado natural de nos sentirmos em unidade
com o Ser, que normalmente é encoberto pela mente.
Com
a prática, a sensação de paz e serenidade vai se intensificar. Na verdade,
essa intensidade não tem fim..Você também vai sentir brotar lá de dentro uma
sutil emanação de alegria, que é a alegria do Ser.
Nesse estado de conexão
interior, ficamos muito mais alertas e muito mais despertos do que no estado de
identificação com a mente. Estamos
presentes por inteiro. Isso também eleva a frequência vibracional do campo
energético, que dá vida ao corpo físico.
Ao
penetrarmos mais profundamente nessa área de mente vazia, como ela às vezes é chamada
no Oriente, começamos a perceber o estado
de pura consciência. Nesse estado, sentimos a nossa própria presença com
tal intensidade e alegria que os pensamentos, as emoções, nosso corpo, o mundo
exterior - tudo se torna insignificante comparado a ele. No entanto, não
é um estado egoísta, e sim generoso. Ele nos transporta para um ponto além do
que antes julgávamos ser o nosso "eu interior". Essa presença é
essencialmente você e, ao mesmo tempo, muito maior do que você.
EM VEZ DE "observar o
pensador", podemos também criar um espaço no fluxo da mente, direcionando o
foco da nossa atenção para o Agora. Torne-se bastante consciente do momento.
Isso é profundamente
gratificante de se fazer. Agindo assim, desviamos a consciência para longe da
atividade da mente e criamos um espaço de mente vazia, em que ficamos extremamente
alertas e conscientes,
mas não sem pensar. Essa é a essência da meditação.
NA VIDA DIÁRIA é
possível pôr isso em prática dando total atenção a qualquer atividade rotineira,
normalmente considerada como apenas um meio para atingir um objetivo, de modo a transformá-la em um
fim em si mesma. Por exemplo, todas as vezes que você subir ou descer as escadas
em casa ou no trabalho, preste muita atenção a cada passo, a cada movimento, até mesmo a
sua respiração. Esteja totalmente presente.
Ou, quando lavar as
mãos, preste atenção a todas as sensações provocadas por essa atividade, como o som e o
contato da água, o movimento das suas mãos, o cheiro do sabonete, e assim por diante. Ou então, quando
entrar em seu carro, pare por alguns segundos depois que fechar a porta e observe o
fluxo da sua respiração. Tome consciência de um silencioso, mas poderoso, sentido de
presença.
Para medir, sem
errar, o seu sucesso nessa prática, verifique o grau de paz dentro de você.
O passo mais
importante na caminhada em direção à iluminação é aprendermos a nos dissociar de
nossas mentes.
Todas as vezes que
criamos um espaço no fluxo do pensamento, a luz da nossa consciência fica mais forte.
Um dia você pode se
surpreender sorrindo para a voz dentro da cabeça, como sorriria para as travessuras de
uma criança. Isso significa
que você não está mais levando tão a sério o que vai pela mente, pois o seu eu interior não depende dela.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
CONECTE-SE COM O SEU CORPO INTERIOR
CONECTE-SE COM O SEU CORPO INTERIOR
Vamos
fazer uma experiência agora. Talvez ajude fechar os olhos para este exercício.
Depois, quando o "estar dentro do corpo" se tornar algo fácil e natural, isso não será mais necessário.
DIRIJA
A ATENÇÃO para dentro do seu corpo. Sinta-o lá no fundo.
Está vivo? Há vida nas suas mãos, braços, pernas e pés, em
seu abdómen, no seu peito?
Você
consegue sentir o campo de energia sutil impregnando todo
o seu corpo e fazendo palpitar cada órgão e cada célula? Percebe
o que está acontecendo em todas as partes do corpo ao mesmo
tempo, como se fosse um só campo de energia?
Mantenha
o foco, por uns momentos, sobre a sensação que passa pelo seu corpo interior.
Não comece a pensar sobre ela. Sinta-a.
Quanto
mais atenção você der à sensação, mais clara e forte ela ficará. É como se cada célula se
tornasse mais viva e, se você
tiver uma forte percepção visual, talvez obtenha uma imagem do seu corpo ficando luminoso. Embora uma imagem assim
possa ajudá-lo temporariamente, preste mais atenção
ao que você está sentindo do que a qualquer imagem que possa surgir. Uma
imagem, não importa o quanto seja bela ou
poderosa, já tem uma forma definida e, por isso, deixa menos espaço para penetrar mais fundo.
Para ir mais fundo dentro do seu corpo, faça uma meditação.
Não vai levar muito tempo, só 10 a 15 minutos.
PROVIDENCIE PARA QUE
não haja distrações externas, como telefonemas ou pessoas que possam
interromper. Sente-se em uma cadeira, mas não encoste. Mantenha a coluna ereta.
Isso ajuda
a ficar alerta. Você também pode escolher uma posição favorita para
meditar.
Certifique-se de que o seu corpo está
relaxado. Feche os olhos. Respire
profundamente algumas vezes. Sinta a respiração na parte inferior do
abdómen. Observe como ele se expande e se
contrai levemente, a cada entrada e saída de ar.
Depois tome consciência
de todo o campo de energia interior do seu corpo. Não pense a respeito,
apenas sinta-o. Ao fazer isso, você retira a consciência do campo da mente. Se
ajudar, visualize
a "luz" que descrevi anteriormente.
Quando você não
encontrar mais obstáculos para sentir o corpo interior como um campp único de
energia, descarte, se possível,
qualquer imagem visual e se concentre apenas na sensação. Se possível, descarte
também qualquer imagem mental que você ainda tenha do corpo
físico. O que sobrou é uma abrangente sensação de presença ou
"existência" e uma percepção de um corpo interior sem fronteiras.
A seguir, concentre
sua atenção mais fundo nessa sensação. Forme uma unidade com ela. Junte-se de tal
modo ao campo de energia que
você não mais perceba a dualidade entre o observador
e o observado, entre você e seu corpo. A separação entre o interior e o
exterior também se dissolve nesse momento, e, assim, não existe mais um corpo interior. Ao entrar profundamente no corpo, você transcendeu o corpo.
Permaneça nessa
região do puro Ser pelo tempo que você se sentir bem. Depois retome a consciência do
corpo físico, da sua respiração, dos sentidos, e abra os olhos. Observe o que
está à sua
volta por alguns minutos, em um estado meditativo, isto é, sem dar nome a nada, e continue a sentir o
corpo interior enquanto faz isso.
Ter acesso a essa
região sem forma traz uma liberdade verdadeira. Ela nos liberta da escravidão da forma e da identificação com a forma. Podemos chamá-la de Não-Manifesto, a
Fonte invisível de todas as coisas, o Ser que está presente em todos os seres.
É uma região de profunda serenidade e paz, mas também de alegria e vida
intensas. Sempre que estamos presentes, nos tornamos, de um certo modo, "transparentes" à luz, passamos a
ser a consciência pura que emana
dessa Fonte. Percebemos também que a luz não está separada de quem
somos, mas constitui a nossa verdadeira
essência.
Só quando a nossa
consciência se volta para o exterior é que a mente e o mundo passam a existir.
Quando se dirige para o interior, ela percebe a sua própria Fonte e regressa ao
Não-Manifesto.
Assim, quando a nossa
consciência retorna ao mundo manifesto é que recuperamos a identidade da forma, que tinha sido abandonada temporariamente. Passamos a ter um
nome, um passado, uma situação de vida, um futuro. Mas, em um aspecto particular, já não somos mais os
mesmos de antes, porque vislumbramos uma realidade em nosso interior que não é
"deste mundo", embora não seja separada dele, do mesmo modo que não é
separada de você. Adote, daqui para a frente, a seguinte prática espiritual:
AO caminhar PELA vida, não dê 100 por cento
de atenção ao mundo exterior e à sua mente. Deixe alguma coisa no interior.
Sinta o corpo
interior, mesmo quando estiver fazendo alguma atividade de rotina, principalmente nos
relacionamentos ou quando em
contato com a natureza. Sinta a serenidade bem
lá no fundo. Mantenha a porta aberta.
É possível ficar
consciente do Não-Manifesto em todas as ocasiões. Você sentirá uma profunda sensação
de paz em algum lugar lá no fundo, uma serenidade que nunca abandonará você, não importa o que
aconteça lá fora. Você passa a ser a ponte entre o Não-Manifesto e o manifesto, entre
Deus e o mundo.
Esse é o estado de
conexão com a Fonte. É o que chamamos de iluminação.
Quanto mais concentramos a atenção no corpo, mais nos fixamos
no Agora. Não nos perdemos no mundo exterior nem na mente. Pensamentos e emoções, medos e desejos podem até estar presentes, mas não vão mais nos dominar.
VERIFIQUE ONDE ESTÁ a
sua atenção neste momento. Ou você está me ouvindo ou está lendo minhas palavras em um livro. Aqui está o foco da sua atenção.
Você também está percebendo o que está ao
redor, as outras pessoas, etc. Além disso,
pode haver alguma atividade mental em volta do que você está ouvindo ou
lendo, algum comentário mental, embora não haja necessidade de nada disso
absorver toda a sua atenção.
Verifique se você
consegue estar em contato com o seu corpo interior ao mesmo tempo. Mantenha parte da sua atenção no interior. Não permita que ela se disperse.
Sinta todo o seu corpo, lá no fundo,
como um só campo de energia. E quase como
se você estivesse ouvindo ou lendo com todo o seu corpo. Pratique nos próximos dias e semanas.
Não desvie toda a sua atenção da mente nem
do mundo exterior. Procure, por todos os
meios, se concentrar naquilo que você
está fazendo, mas sinta o corpo interior ao mesmo tempo, sempre que possível. Tenha as raízes
fincadas dentro de você. Observe, então, como isso altera o seu estado
de consciência e a qualidade do que você
está fazendo.
Não aceite ou rejeite simplesmente essas
minhas palavras. Pratique-as.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
VIVENCIANDO A CONSCIÊNCIA PURA
Ensinamentos de Eckhart Tolle
Sempre que observamos a mente, livramos a
consciência das formas da mente,
criando aquilo que chamamos o observador ou a testemunha.
Conseqüentemente, o observador - que é a pura consciência
além da forma - se torna mais forte e as formações mentais se
tornam mais fracas.
VIVENCIANDO A CONSCIÊNCIA PURA
Quando falamos
sobre observar a mente, estamos personalizando um fato de verdadeiro significado
cósmico porque, através de você, a
consciência está despertando do seu sonho de identificação com a forma e
se retirando da forma. Isso é o prenúncio - e também parte - de um
acontecimento que provavelmente ainda está num futuro distante, no que diz
respeito ao tempo cronológico. Esse acontecimento é conhecido como o fim do
mundo.
PARA
FICARMOS PRESENTES no dia-a-dia, ajuda muito estarmos profundamente
enraizados dentro de nós. Do contrário, a
mente, que tem um impulso inacreditável, nos arrastará com ela, tal como um rio caudaloso.
Significa
ocupar o corpo completamente. Ter sempre a atenção concentrada no
campo energético interipr do corpo. Sentir o corpo bem lá no fundo,
como se diz. A consciência do corpo nos mantém presentes. Ela
nos dá uma base firme no Agora.
O corpo que podemos ver
e tocar não consegue nos conduzir para dentro do Ser. Mas esse corpo visível e
palpável é só uma casca, ou melhor, uma
percepção limitada e distorcida de uma realidade mais profunda. Em
nosso estado natural de conexão com o Ser,
essa realidade mais profunda pode ser sentida, a cada momento, como o corpo interior invisível, que é a
presença viva dentro de nós. Portanto, "habitar o corpo" é
sentir o corpo bem lá no fundo, de modo a sentir a vida dentro dele e, assim,
perceber que somos algo mais além da forma
exterior.
Enquanto
sua mente absorver toda a sua atenção, você não conseguirá estar em
conexão com o Ser. Quando isso acontece - e acontece sem parar para a maioria das
pessoas -, você não está em seu corpo. A mente absorve toda a sua consciência e a
transforma em matéria mental. Você não consegue parar de pensar.
Para se tornar consciente do Ser,
você precisa ter de volta a consciência aprisionada pela mente. Essa é uma
das tarefas mais essenciais na sua jornada espiritual. Ela vai libertar
grandes porções de consciência que antes estavam presas nos pensamentos inúteis e compulsivos. Uma
forma muito eficaz de realizar essa tarefa é desviar o foco da atenção do
pensamento e dirigi-lo para o interior do seu corpo, onde o Ser pode ser percebido,
numa primeira etapa, como o campo de energia invisível que dá vida àquilo que
você entende
como o seu corpo físico.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A NOVA TERRA NÃO É UMA UTOPIA
- Será que a noção de uma nova Terra não passa de mais uma visão utópica? De maneira nenhuma. Todas as utopias têm isto em comum: a projeção mental de um tempo futuro em que tudo ficará bem, seremos salvos, haverá paz e harmonia e nossos problemas terão terminado. Houve muitas expectativas dessa natureza. Algumas delas terminaram em decepção; outras, em desastre.
- No centro de todas as visões utópicas se encontra uma das principais disfunções estruturais da velha consciência: buscar a salvação no futuro. A única existência que o futuro tem de verdade é como uma forma de pensamento. Portanto, nesse caso, estamos procurando inconscientemente a salvação na nossa própria mente. Assim, permanecemos presos à forma, e ela é o ego.
- "Vi, então, um novo Céu e uma nova Terra",5 escreve o profeta bíblico. O fundamento para uma nova Terra é um novo Céu - a consciência desperta. A Terra - realidade externa - é apenas seu próprio reflexo exterior. O surgimento de um novo Céu e, por implicação, de uma nova Terra não é um acontecimento futuro que irá nos libertar. Nada nos libertará porque apenas o momento presente pode fazer isso. Essa percepção é o despertar. Como evento futuro ele não tem significado porque é a própria manifestação da presença. Assim, o novo Céu, a consciência desperta, não é um estado futuro a ser atingido. Um novo Céu e uma nova Terra estão surgindo dentro de nós neste momento e, se isso ainda não estiver acontecendo, é porque eles não passam de um pensamento na nossa cabeça e, portanto, não se estabelecerão mesmo. O que disse Jesus aos seus discípulos? "O reino de Deus já está dentro de vós."6
- No Sermão da Montanha, Jesus faz uma predição que até hoje é entendida por poucos. Ele diz: "Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra."7 Nas versões modernas da Bíblia, a palavra "mansos" é traduzida como "humildes". Quem são os mansos, ou os humildes, e o que significa o fato de que eles possuirão a Terra?
- Os mansos são os que não têm ego. Aqueles que despertaram para sua verdadeira natureza essencial como consciência e a reconhecem em todos os "outros", em todas as formas de vida. Vivem no estado de rendição e, assim, sentem que são um só com o todo e com a Origem. Eles incorporam a consciência desperta que está mudando todos os aspectos da vida no nosso planeta, incluindo a natureza, porque a vida na Terra é inseparável da consciência humana que percebe e interage com ela. Esse é o sentido de "os mansos possuirão Terra".
- Uma nova espécie está surgindo no planeta. Ela está surgindo agora, e você faz parte dela!
Os doadores de frequência
- O movimento de saída que se direciona à forma não se expressa com igual intensidade em todos nós. Algumas pessoas têm uma forte ânsia de construir, criar, envolver-se, conquistar, exercer uma influência sobre o mundo. Se elas estiverem inconscientes, o ego irá, é claro, controlar e usar a energia do ciclo de saída para seus próprios interesses. Isso, porém, reduz de modo significativo o fluxo de energia criativa disponível para elas. Assim, cada vez mais, dependerão do "esforço" para conseguir o que querem. Caso estejam conscientes, esses indivíduos em que o movimento de saída é forte serão altamente criativos. Outros, porém, levarão uma existência aparentemente discreta e passiva depois que a expansão natural que acompanha o crescimento tiver seguido seu curso.
- Essas pessoas são mais introvertidas por natureza. No seu caso, o movimento de saída que se direciona à forma é mínimo. Elas preferem voltar para casa a sair. Não alimentam nenhum desejo de mudar o mundo nem de se envolver nessa questão. Se têm alguma ambição, essa normalmente se reduz a encontrar uma ocupação que lhes proporcione certo grau de independência. Algumas delas acham difícil se encaixar neste mundo. Outras têm sorte o bastante para encontrar um nicho protetor onde conseguem levar a vida com relativa segurança, realizando um trabalho que lhes provê um rendimento regular ou administrando um pequeno negócio próprio. Há as que se sentem atraídas a viver numa comunidade espiritual ou num mosteiro. Outras podem se tornar desajustadas e viver à margem da sociedade por acharem que têm pouco a ver com ela. Existem as que se voltam para as drogas porque acreditam que viver neste mundo é doloroso demais. Por fim, há as que acabam se tornando agentes de cura ou mestres espirituais, isto é, mestres do Ser.
- Em épocas passadas, talvez essas pessoas fossem chamadas de contemplativas. Na civilização contemporânea parece não existir um lugar para elas. Na nova Terra que está surgindo, seu papel, contudo, é tão importante quanto o dos criadores, realizadores e reconstrutores. Sua função é portar a freqüência da nova consciência neste planeta. Eu as chamo de doadores de freqüência. Elas estão aqui para gerar a consciência por meio de atividades da vida diária, das suas interações com os outros e do fato de "simplesmente existirem".
- Dessa maneira, elas dotam de um profundo sentido aquilo que parece insignificante. Sua tarefa é trazer o amplo silêncio para este mundo, mantendo-se totalmente presentes em qualquer coisa que façam. Por causa dessa consciência há qualidade em suas realizações, até mesmo na mais simples tarefa. Seu propósito é fazer tudo de maneira sagrada. Como cada indivíduo é uma parte integrante da consciência coletiva humana, elas afetam o mundo com muito mais intensidade do que mostra a superfície de suas vidas.
O entusiasmo
- Enfim, existe outro modo de manifestação criativa que pode ocorrer àqueles que permanecem coerentes com seu propósito interior de despertar. De repente, um dia, eles ficam sabendo qual é seu propósito exterior. Têm uma grande visão, uma meta, e, dali por diante, trabalham no sentido de implementá-la. Em geral, ela costuma estar ligada de alguma maneira a algo que eles apreciam e que já estão realizando numa escala menor. É nesse ponto que entra a terceira modalidade de ação desperta: o entusiasmo.
- O entusiasmo mostra que existe um profundo prazer no que fazemos e o elemento adicional de uma meta ou de uma visão em nome da qual trabalhamos. Quando acrescentamos uma meta ao prazer proporcionado por nossa ação, o campo energético ou freqüência vibracional muda. Certo grau do que podemos chamar de tensão estrutural é agora acrescentado ao prazer e, assim, ele se transforma em entusiasmo. No ponto máximo da atividade criativa alimentada por esse sentimento haverá enorme intensidade e energia por trás do que executamos. Vamos nos sentir como uma flecha em direção ao alvo - e sentindo prazer no trajeto.
- Aos olhos de um espectador pode parecer que estamos sob estresse contínuo, porém a intensidade do entusiasmo não tem nada a ver com tensão. Só nos estressamos quando nossa intenção de atingir a meta é maior do que a vontade que temos de fazer o que estamos realizando. Nesse caso, o equilíbrio entre prazer e tensão estrutural se perde, e esta última vence. O estresse costuma ser um sinal de que o ego voltou e, assim, nos privamos da energia criativa do universo. Em seu lugar restam apenas a força e a tensão do desejo egóico. Com isso, precisamos lutar e "trabalhar duro" para alcançar o objetivo. A tensão diminui tanto a qualidade quanto a eficácia do que executamos sob sua influência. Também existe uma forte ligação entre ela e as emoções negativas, como ansiedade e raiva. O estresse é tóxico para o organismo e vem sendo reconhecido como uma das principais causas das chamadas doenças degenerativas, entre as quais o câncer e os males cardíacos.
- Ao contrário da tensão, o entusiasmo tem uma elevada freqüência energética e assim vibra em consonância com o poder criativo do universo. É por isso que Ralph Waldo Emerson disse: "Nada grandioso jamais foi alcançado sem entusiasmo:"2 A palavra "entusiasmo" deriva do grego antigo - en e theos, que significa "em Deus". O termo correlato enthousiazein corresponde a "estar possuído por um deus". Com o entusiasmo, descobrimos que não precisamos fazer tudo sozinhos. Na verdade, não existe nada importante que possamos executar sozinhos. O fluir constante do entusiasmo produz uma onda de energia criativa, e tudo o que temos a fazer então é aproveitá-la.
- O entusiasmo confere um imenso poder ao que realizamos, por isso todos aqueles que não buscam o acesso a essa energia poderão olhar para nossas" conquistas com assombro e equipará-las a quem nós somos. No entanto, nós conhecemos a verdade que Jesus ressaltou quando disse: "De mim mesmo não posso fazer coisa alguma."3 Ao contrário do querer egóico, que gera oposição em proporção direta à intensidade do seu desejo, o entusiasmo nunca produz confronto. Sua atividade não cria vencedores nem perdedores. Ele se baseia na inclusão dos outros, e não na sua exclusão. Não precisa usar nem manipular as pessoas, pois é a energia da criação propriamente dita e, assim, não tem necessidade de extrair energia de nenhuma fonte secundária. Enquanto o desejo do ego sempre tenta tirar de alguma coisa ou de alguém, o entusiasmo contribui com sua própria abundância. Quando encontra obstáculos na forma de situações adversas ou de pessoas que não cooperam, ele nunca os ataca. Ao contrário: ou os contorna, ou cede, ou os aceita, convertendo a energia oposta numa energia útil, o inimigo num amigo.
- O ego e o entusiasmo não podem coexistir. Um implica a ausência do outro. O entusiasmo sabe para onde está indo, embora, ao mesmo tempo, esteja alinhado com o momento presente, a fonte da sua vitalidade, do seu prazer e do seu poder. Ele não "quer" nada porque não sente falta de nada. Encontra-se num estado de unificação com a vida. E, por mais dinâmicas que sejam as atividades inspiradas por ele, não nos perdemos nelas. Há sempre um espaço silencioso, mas intensamente vivo, no centro da ação, um núcleo de paz em sua essência - ele é a fonte de tudo e, ainda assim, permanece intocado pelo que quer que seja.
- Por intermédio do entusiasmo entramos em completo alinhamento com o princípio criativo que emana do universo, sem, contudo, nos identificarmos com suas criações, isto é, com o ego. Quando não existe identificação, não existe vínculo - uma das maiores causas do sofrimento. Depois da passagem de uma onda de energia criativa, a tensão estrutural diminui novamente, enquanto nosso prazer com o que estamos fazendo permanece. Ninguém pode viver num estado permanente de entusiasmo. Uma nova onda de energia criativa poderá surgir mais tarde e produzir um entusiasmo renovado.
- Quando o movimento de retorno direcionado à dissolução da forma se estabelece, o entusiasmo não nos serve mais, pois ele pertence ao ciclo de crescimento e expansão da vida. É apenas pela resignação que conseguimos nos alinhar com o movimento de retorno - a jornada de volta ao nosso lar.
- Resumindo: o prazer com aquilo que realizamos, combinado a uma meta ou visão para a qual trabalhamos, transforma-se em entusiasmo. Embora tenhamos um objetivo, o que estamos fazendo no momento presente tem que permanecer como o ponto focal da nossa atenção. Caso contrário, não estaremos mais em sintonia com o propósito universal.
- Não deixe que sua visão ou meta seja uma imagem inflada de si mesmo e, portanto, uma forma disfarçada do ego, como querer tornar-se uma celebridade do cinema ou da televisão, um escritor famoso ou um empreendedor milionário. Procure também se assegurar de que sua meta não esteja concentrada em ter alguma coisa, como uma mansão de frente para o mar, sua própria empresa ou uma fortuna no banco. Uma auto-imagem exacerbada ou uma visão de si mesmo como alguém que tem isso ou aquilo são propósitos estáticos e, portanto, não lhe dão poder. Em vez disso, torne seus objetivos dinâmicos, isto é, voltados para uma atividade em que você esteja envolvido e pela qual se ligue a outros seres humanos, assim como ao todo. Em lugar de se ver como alguém famoso, imagine que seu trabalho está sendo a fonte de inspiração para um grande número de pessoas e enriquecendo a vida delas. Observe como essa atividade aprimora ou aprofunda não apenas sua vida como a de muita gente. Sinta-se como uma abertura pela qual a energia flui da Origem não manifestada para toda a vida em benefício de todos.
- Tudo isso requer que sua meta ou visão já seja uma realidade dentro de você, no nível da mente e do sentimento. O entusiasmo é o poder que transfere o projeto mental para a dimensão material. Esse é o uso criativo da mente, e é por isso que, nesse caso, não há envolvimento do querer. Você não pode manifestar o que quer, só é capaz de expressar o que já tem. Embora possa conseguir o que deseja por meio de muito trabalho e estresse, essa não é a maneira de ser da nova Terra. Jesus nos deu a chave para o uso criativo da mente e para a manifestação consciente da forma quando disse: "Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que tendes recebido, e ser-vos-á dado."4
O Prazer
- A paz que acompanha a ação resignada transforma-se numa grande animação quando gostamos de verdade do que estamos fazendo. O prazer é a segunda modalidade da ação desperta. Na nova Terra, ele substituirá o querer como a força motivadora dos nossos atos. O querer deriva da ilusão do ego de que somos um fragmento isolado que está desligado do poder que se encontra por trás de toda criação. Por meio do prazer, nos conectamos a esse poder criativo universal.
- Quando tornamos o momento presente, e não o passado nem o futuro, o nosso ponto focal, a capacidade que temos de gostar do que estamos fazendo aumenta extraordinariamente e, com ela, a qualidade da nossa vida. A alegria é o aspecto dinâmico do Ser. Sempre que o poder criativo do universo está consciente de si mesmo, ele se manifesta como prazer. Não precisamos esperar que aconteça algo "significativo" para que possamos nos alegrar com o que realizamos. Existe mais significado no prazer do que podemos precisar. A síndrome de "esperar para começar a viver" é um dos erros mais comuns do estado inconsciente. A expansão e a mudança positiva no nível exterior têm muito mais probabilidade de ocorrer na nossa vida se formos capazes de sentir prazer no que já estamos empreendendo, em vez de esperarmos por uma mudança para então passarmos a gostar do que fazemos.
- Não peça permissão à sua mente para apreciar o que você faz. Tudo o que obterá como resposta será uma série de motivos pelos quais não poderá sentir prazer naquilo. "Não agora. Não vê que está ocupado? Você não tem tempo. Talvez amanhã possa começar a sentir prazer...", dirá a mente. Esse amanhã nunca chegará, a não ser que você comece a sentir prazer com o que está executando agora.
- Sempre que dizemos "gosto de fazer isto", na verdade estamos cometendo um equívoco. Isso dá a impressão de que o prazer vem da ação, mas não é o caso. Ele flui para o que estamos fazendo e, dessa maneira, para o mundo, partindo do nosso íntimo. O erro de pensar que o prazer tem origem naquilo que executamos é normal. Porém, é também perigoso porque cria a idéia de que ele pode ser produzido por alguma coisa ou atividade. Assim, esperamos que o mundo nos dê prazer, felicidade. Entretanto, o mundo não consegue fazer isso. É por esse motivo que muitas pessoas vivem num permanente estado de frustração. A realidade não lhes concede aquilo de que elas pensam que precisam.
- Então, qual é a relação entre algo que estamos fazendo e o prazer? Sentimos prazer com qualquer atividade em que estejamos plenamente presentes, com toda ação que não seja apenas um meio para alcançarmos um fim. O que nos proporciona essa sensação não é o ato que executamos, e sim a energia vital que flui para ele. Essa animação e o que nós somos existem como uma coisa só. Isso significa que, quando temos prazer em fazer algo, estamos de fato sentindo a alegria do Ser no seu aspecto dinâmico. E por isso que tudo o que nos dá prazer nos coloca em contato com o poder que está por trás de toda criação.
- Vou apresentar agora uma técnica espiritual que proporcionará mais poder e expansão criativa à sua vida. Faça uma lista das atividades cotidianas que você executa com freqüência. Inclua aquelas que considera desinteressantes, chatas, entediantes, irritantes ou estressantes. No entanto, não acrescente nada que você odeia ou detesta fazer - esses são casos para aceitação ou para deixar de realizar essas ações. Da relação podem constar a ida para o trabalho e a volta para casa, a compra de mantimentos, a preparação da comida ou qualquer coisa que você considere maçante ou estressante na sua rotina diária. Depois, quando estiver executando essas atividades, permita que elas sejam um veículo para o estado de alerta. Esteja absolutamente presente no que está fazendo e sinta sua atenção, o silêncio vivo dentro de você, como o pano de fundo desse ato. Logo descobrirá que, em vez de estressante, monótona ou irritante, sua ação no estado de consciência elevada acaba se tornando agradável. Para ser mais preciso, o que lhe dá prazer não é a ação externa em si, mas a dimensão interna da consciência que flui para ela. Isso é encontrar a alegria do Ser no que você está executando. Caso sinta que não há significado na sua vida ou que ela está cheia de tensão ou tédio, é porque ainda não incorporou essa dimensão. Agir com a consciência desperta ainda não se tornou seu objetivo principal.
- A nova Terra surge à medida que um número cada vez maior de pessoas vai descobrindo que seu propósito mais importante na vida é trazer a luz da consciência a este mundo e, assim, usa suas ações, sejam elas quais forem, como um veículo para a consciência.
- A alegria do Ser é a alegria de estar consciente.
- Então, a consciência desperta toma conta do ego e começa a conduzir nossa vida. Podemos descobrir que uma atividade em que estivemos envolvidos por um longo tempo começa a se tornar naturalmente algo bem maior quando fortalecida pela consciência.
- Algumas das pessoas que, por meio da ação criativa, enriquecem a vida de muitas outras estão simplesmente fazendo aquilo de que mais gostam - não têm a intenção de alcançar nada nem de se tornar nada por meio dessa atividade. Podem ser músicos, artistas plásticos, escritores, cientistas, professores, construtores ou indivíduos que criam novas estruturas sociais ou empresariais (negócios conscientes). Há casos em que sua esfera de influência permanece restrita durante alguns anos. Depois, súbita ou gradualmente, uma onda de poder criativo flui para o que eles estão executando. Assim, sua atividade se expande ultrapassando tudo o que possam ter imaginado e atinge um número imenso de pessoas. Além do prazer, uma intensidade é agora acrescentada às suas realizações e, com ela, surge uma criatividade que supera qualquer coisa que um ser humano comum poderia empreender.
- Em casos como esse, não devemos deixar que isso nos suba à cabeça porque um remanescente do ego pode estar se escondendo justamente ali. Ainda seremos um ser humano comum. O que é de fato extraordinário é o que entra no mundo por nosso intermédio. Mas essa é uma essência compartilhada por todos os seres. Hafiz, poeta persa do século XIV e mestre sufista, expressa essa verdade de forma maravilhosa: "Sou como um orifício na flauta pelo qual passa o sopro de Cristo. Ouça a música."1
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